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“Onde encontrar Deus”, um artigo de Dulci Alma Hohgraefe

O ser humano é essencialmente um ser em construção, resultado de suas escolhas na caminhada, pela graça do livre-arbítrio, que traz a responsabilidade pela sementeira e também o mérito da colheita!

Estamos sempre na nossa melhor versão, fruto do aproveitamento dos aprendizados que se apresentaram na trajetória, ora mais difíceis, ora mais demorados, mas sempre trazendo ganhos e agregando sabedoria.

Mas onde podemos encontrar Deus em todo esse contexto? Me arrisco a dizer que em tudo! Basta estar atento e observar não só os fatos e situações em si, mas aquilo que está nas entrelinhas, na palavra não dita, no olhar distante, do abraço afetuoso ou no aperto de mão prolongado.

A percepção de Deus exige silêncio interior e disposição para ir além do que os olhos do corpo possam enxergar; olhar com os olhos da alma, que não precisa de imagens ou representações, pois ela simplesmente sente!

É esse sentir que nos deixa aptos a perceber Deus no sorriso de uma criança, no raiar e no pôr do sol, na flor que se abre, no canto dos pássaros, na brisa que refresca, na gota do orvalho, no abraço que acolhe e tantas outras oportunidades de vislumbrar a presença de Algo Maior, que ainda foge da nossa compreensão.

Diante da nossa visão ainda estreita, imaginamos Deus como um ser à parte, alguma figura bíblica materializada em imagens das mais diversas, mas que não traduzem sua grandeza e magnitude. Essa Inteligência Suprema está em tudo e em todos, sem exceção, basta atentarmos para encontrá-la.

Enredados em meio a tantos descaminhos e distrações, estamos com dificuldade de encontrar Deus, pois o caos estabelecido sugere descontrole e abandono, deixando-nos à mercê das intempéries e obstáculos dos mais diversos, em busca de esperança.

Saibamos que não estamos à deriva nem abandonados, apenas atravessando uma tempestade saneadora de todas as impurezas que estão dificultando a implantação de uma nova consciência, mais expandida e com uma visão mais ampla de tudo o que nos cerca e compõe.

A abertura para essa jornada tem no autoconhecimento peça essencial para qualquer propósito, pois ele só pode ser construído em base sólida e real para que traga resultados e avanço.

Lançar-se nessa aventura exige coragem e vontade, pois muitas vezes encontraremos fragilidades em nós que teremos resistência em aceitar, mas que somente a partir do seu acolhimento poderá haver progresso.

Todo esforço e energia empreendida trará realizações e conquistas significativas, fazendo brilhar a centelha divina, para que também percebam Deus em nós e dessa forma possamos despertar essa chama de amor que está em cada ser vivo ou inanimado desse vasto, complexo e magnífico universo, obra do Criador.

                                                                                       Dulci Alma Hohgraefe

                                                                                       Educadora e escritora

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