Por que lojas de livros usados são chamadas de sebos?

Há duas teorias para explicar a origem da denominação

Por Rafael Augusto Machado, Jornalista

Quem nunca mergulhou durante algumas horas no mundo mágico de um sebo, que atire a primeira pedra. Em qualquer lugar, eles são uma atração à parte. Em muitos casos, além de livros usados, vendem revistas, discos, cds e muitas outras coisas que fascinam os saudosistas de plantão. Em tempos de redes sociais e informação a um clique de distância, muitas vezes eles podem substituir de forma muito eficaz os mais completos mecanismos de buscas da internet. Mas, de onde surgiu a palavra “sebo” para identificar as livrarias especializadas em livros usados?

Na era digital, sebos são alternativa para materiais de grande valor histórico. Foto: unsplash.com

Há duas teorias. A primeira, menos aceita pelos estudiosos, é que pelo fato de, antigamente, as pessoas lerem à luz de vela fazia com que muitos afirmassem que a parafina destes artigos acabava indo para os livros, coferindo-lhes um aspecto engordurado. A segunda teoria, mais aceita, é de que o hábito popular de afirmar que os livros, depois de passarem pelas mãos de muitos leitores, acabavam adquirindo um aspecto de “sebosos”. Registros históricos apontam que a primeira loja aberta sob a identificação de sebo no Brasil o fez em Recife, capital pernambucana, na década de 1950. E você, já foi em um sebo hoje?

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