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Quem sabe um dia entenderemos…

Um dia entenderemos o Cristo, não aquele que foi assassinado pela nossa inconsequência e falta de fé, mas aquele que pediu que amássemos uns aos outros como ele havia nos amado

Por Júlio Frederico Voese, escritor e trabalhador espírita

Um dia entenderemos que tudo não passou de um grande aprendizado; entenderemos que tudo aquilo que considerávamos essencial, indispensável, na verdade era totalmente supérfluo na amplitude da grande verdade de Deus.
Um dia saberemos que esse tempo aqui encarnados serve para edificarmos, tijolo a tijolo, o edifício espiritual da grande evolução de cada um de nós.
Um dia saberemos que as mesquinharias pelas quais lutávamos não passavam de pequenas armadilhas, ratoeiras colocadas para nos desviar do caminho evolutivo que nós mesmos traçamos.

Um dia saberemos que todos aqueles seres de quem ignoramos o auxílio eram, na verdade, divinos professores que se mostravam com avaliações surpresas no decorrer do tempo da escola terrena.
Um dia saberemos como fomos tolos em deixar-nos acreditar em lamúrias, em fofocas e tudo aquilo que desviava moralmente o nosso espírito do caminho iluminado por Cristo.
Um dia saberemos que a beleza do corpo, este vaso terreno, é finita, e que, por mais que a medicina terrena e as tecnologias possam melhorar a aparência do corpo, a alma envelhece, toma forma e não permite a mentira da plasticidade do materialismo.
Um dia entenderemos que aqueles seres amados que ainda vivem na carne necessitam seguir o seu caminho sem a nossa presença física e terão suas vidas, novos amores, e de nós a lembrança no coração, do legado ao qual nossa impressão se fará presente.
Um dia entenderemos e lamentaremos por não termos entendido tudo isso enquanto ainda estávamos encarnados, pois ainda havia tempo para evitar o sofrimento umbralino e a necessidade de um arrependimento profundo.

Talvez um dia, depois da necessidade regeneradora, junto aos amados seres que conduzem o retorno à verdadeira pátria, a espiritual, todas estas constatações mostrarão o quanto ainda somos pequenos, infinitamente pequenos diante da imensidão do amor incondicional do Pai Maior.
Um dia entenderemos o Cristo, não aquele que foi assassinado pela nossa inconsequência e falta de fé, mas aquele que pediu que amássemos uns aos outros como ele havia nos amado.

Que a Luz do Divino Mestre ilumine a abençoe a cada um de nós!

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